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Algumas curiosidades

Por Tarcila Zonaro

“Ônibus 174” foi o primeiro filme dirigido por José Padilha.
Posteriormente, o diretor utilizou as entrevistas e histórias dos 15 policiais do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que trabalharam durante o seqüestro do ônibus, para compor os personagens de Tropa de Elite.

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O documentário “A Pessoa é para o que Nasce” começou como um curta-metragem de 6 minutos e percorreu vários festivais no Brasil e no mundo.
A adaptação para o longa-metragem levou 3 anos para ser finalizada.

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Sílvio Tendler, diretor de “Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá”, conheceu o geógrafo Milton Santos em 1995, na época em que dirigia Josué de Castro - Cidadão do Mundo.
Foi a última entrevista audiovisual concedida pelo geógrafo, já que veio a falecer 6 meses depois.

Por Cinthia Almeida

“Ver e Ouvir Documentário” foi o tema escolhido para abrilhantar a 2ª Cinemada de Jornalismo 2008, na UniSant’nna, no qual a organizadora, professora Ana Vasconcelos, diz que o critério do ver e ouvir, nasce pelo o nome documentário e que, desde do ano passado era estudada a idéia de trabalhar a proposta de exibir documentários, primeiro porque é o gênero que mais se aproxima do jornalismo e segundo porque, é um gênero que merece ser visto para despertar os sentidos dos alunos e participantes para temas socias que estão presentes em nosso cotidiano, tais como: violência, globalização, educação, inclusão social, capitalismo entre outros.

O evento aconteceu na última semana do dia 12 ao dia 16 de maio, no auditório do Bloco I, 6º andar, no qual foram passados documentários para alunos, palestrantes e convidados, com o objetivo de mostra formas diferentes de se relatar fatos e/ou histórias do cotidiano social.

Segunda, dia 12/05/08 – “História do Cinema”, com o palestrante Professor Celso Adriano Guimarães que nos mostrou por meio de pequenos trechos de alguns filmes, dentre eles: “Tudo sobre minha mãe”, “Z”, “Show de Truman”, que o cinema além de entretenimento, ele também retrata, em sua maioria de forma sutil, momentos de nosso cotidiano e faz denúncias socias e ambientais, uma linguagem diferente, mas que poder ser direcionada e muito bem utilizada pelos profissionais do Curso de Comunicação Social.

Terça dia 13/05/08 – “Ônibus 174”, com os palestrantes Professor José Roberto e o Professor Paulo Rodolfo, demonstraram como a linguagem usada para fazer documentários é munida de muitas pesquisas e de um olhar mais detalhado, duas ferramentas que, para os profissionais de comunicação, são essênciais para fazer uma boa matéria. O documentário mostrou o caso de “Sandro”, que seqüestrou o ônibus 174, na cidade do Rio de Janeiro.

Dia 14/05/08 – “Encontro com Milton Santos”, com os palestrantes Professor Luis Paulo Valente e o jornalista, da rádio Capital AM, Cid Barbosa. Este documentário deixou como recado para os profissionais, o fato de que muitos jornalistas deixam a essência de sua profissão, que é ter responsabilidade social, de lado e esquecem o que aprenderam na faculdade. O jornalista tem que ter a preocupação em fazer um jornalismo voltado para o serviço público, e não para ser vendido e transformado em mercadoria.

Dia 15/05/08 – “A pessoa é para o que nasce”, com os palestrantes, o Professor Joel Yamaji e a Professora Naira Rodrigues Gaspar. A história de três irmãs que nasceram cegas e o cotidiano que cerca suas vidas. Mostrado na visão do diretor Roberto Beliner, o documentário demonstra como ter um olhar sensível para as pessoas e tudo que acontece em nossa volta, dando mais valor aos fatos humanos, pois as três irmãs que nunca enxergaram, vivem como qualquer outra pessoa dentro do contexto vivido por elas, e o fato de serem cegas não as excluem do mundo e nem de ter sentimentos.

Dia 16/05/08 – “Ser e Ter”, com os palestrantes o Professor Marcos Horácio e Professor Gustavo Sousa. Fecha o evento, mostrando que, nem tudo que se é mostrado é 100% verídico, que as imagens podem ser manipuladas conforme a vontade dos diretores, mas que mostrar uma realidade diferente, e quase sempre ideológica, pode ser uma maneira de tentar resgatar valores que foram perdidos ao logo dos tempos, e que hoje em dia seria a diferença para uma humanidade melhor.

Um evento que vai ficar marcado, pois os estudantes de jornalismo ganharam um presente da UniSant’Anna, que só será reconhecido no futuro, onde tudo que se foi aprendido será posto em prática. 

Confira a galeria de fotos do dia 16/5/2008.

Por Charles Antunes

Para fechar a 2ª Cinemada de Jornalismo, foi exibido na noite de sexta-feira, 16, o documentário francês “Ser e Ter”, de Nicholas Philibert. Nele, as câmeras registram o cotidiano do professor George Lopez numa escola da cidade interiorana de Auvergne. O interessante do sistema de ensino retratado é a didática multidisciplinar utilizada para conduzir uma classe com 13 alunos entre quatro e 11 anos. O método só funciona graças ao carinho, disciplina e dedicação adquiridas pelo professor, em 35 anos de profissão.

Para comentar e debater o filme, os professores da UniSant’Anna: Marcos Horácio, Vânia da Silva e Gustavo Souza, discutiram aspectos estéticos, sociais, éticos, relações familiares e humanas para a formação do indivíduo na sociedade.

O método parece utópico, desde a escolha do lugar e das crianças, até o tom conservador e paternal do educador. Os espectadores sentem vontade de ter uma escola como aquela para seus filhos e a frustração por não ter tido aquele ambiente de aprendizado em suas vidas, parafraseando o professor Marcos Horácio.

O modelo exibido não parece real, e é o tipo de ensino que hoje, seria inviável, pelo menos no Brasil; por vários motivos, sejam sociais, pedagógicos ou econômicos. A classe do professor George é como a paisagem bucólica de Auvergne - linda e distante…

Ser e ter, 16/5

O documentário retrata estudantes dos quatro aos 11 anos. É mostrado o processo de formação de identidade.
Após a exibição na noite de 16/5, haverá debate com os professores Vânia da Silva e Marcos Horácio. Bloco I, 6º andar, auditório 1. Apareça!

Ficha técnica:
Título em português: Ser e ter
Título Original: Être et avoir, França
Gênero:
Documentário
Diretor: Nicolas Philibert
Duração: 104 min.
Distribuidora(s): Mais Filmes
Produtora(s): Canal+, Centre National de Documentation Pédagogique, Centre National de la Cinématographie, Gimages 4, Les Films d’Ici, Maïa Films, arte France Cinéma
Estréia: 21/5/2004

Veja trailer:

Por Rodrigo Cezzaretti

Comovente. Essa é a única palavra encontrada para sintetizar o que foi a noite de 15 de maio na Cinemada da UniSant’Anna. O evento transcorria tranqüilamente, com a organização devidamente encaixada e um ótimo DVD do Jorgen Ben Jor tocando para receber o público. Alguma coisa me dizia que essa noite seria diferente. Algo estranho rondava meus pensamentos e uma sensação profunda de bem-estar tomou conta do meu corpo. Sem pestanejar, o mestre de cerimônias deu início ao filme: “A Pessoa é para o que nasce”.
Confesso que não dei atenção necessária ao nome da película (erro crucial, pois só aí, já é um momento de reflexão) e às cenas de abertura, relapso e desatenção.

A partir do terceiro minuto, entendi a profundidade da discussão. Entrei nesse mundo pouco conhecido por mim, e vislumbrei a luta das três ceguinhas pela sobrevivência. A cada cena, uma lição desesperada de vida toma conta da situação. Desafios, desilusões e acima de tudo, simplicidade, são as características mais evidentes no filme. Senti cada angústia e sorriso das personagens como se fossem meus. Quando subiram os letreiros indicando seu final, gerou tristeza geral, evidenciando um sentimento homogêno do público.

O debate pós filme, trouxe uma discussão muito interessante sobre pontos de vista referentes a deficiência visual e características de documentários. Os professores Joel Yamaji, mestre em comunicação e Naira Rodrigues Gaspar, fonoaudióloga e deficiente visual, debateram sobre o filme: as técnicas de filmagem, o olhar da sociedade para a deficiência visual, lições de vida, entre outros.

Foi uma grande noite, e espero que continue assim por esses dias.

Confira a galeria de fotos do dia 15/5/2008.

O documentário retrata três irmãs cegas, Regina, Maria e Conceição, que viveram tocando ganzás e cantando no Norteste.
Haverá debate com os professores Joel Yamaji e Naira Rodrigues Gaspar, após a exibição do filme.

Ficha técnica:
Título Original: A Pessoa é para o que Nasce
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2004
Estúdio: TV Zero
Direção: Roberto Berliner
Roteiro: Maurício Lissovsky
Produção: Jacques Cheuiche e Leonardo Domingues
Música: Hermeto Pascoal
Fotografia: Jacques Cheuiche
Edição: Leonardo Domingues

Veja crítica:

Por Charles Antunes

Na terceira noite da Cinemada de Jornalismo, as discussões foram em torno do documentário “Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global visto do Lado de Cá”, de Sílvio Tendler. O documentário mostra a partir de depoimentos do geógrafo Milton Santos e de vários outros filmes relacionados à globalização, imperialismo e política econômica mundial, o processo necessário a ser implantado e que agrade as nações ricas e pobres. A tônica do filme é o debate sobre a forma como o processo de integração e homogeneidade mundial vem sendo desenvolvido e como ela poderia vir a ser.

Os professores Luiz Paulo Valente, professor de geografia e o jornalista Cid Barbosa, comentaram o filme e opinaram sobre o processo de globalização, além de responder questões dos alunos de jornalismo e publicidade.

No documentário ficou evidente a divisão mundial em dois grupos distintos: hemisférios norte e sul, ricos e pobres, desenvolvidos e subdesenvolvidos, ambos buscando atingir o mesmo objetivo, no entanto de formas conflitantes, sem chegar a um acordo.

 

Confira a galeria de fotos referente ao dia 14/5/2008.

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