Por Charles Antunes
Para fechar a 2ª Cinemada de Jornalismo, foi exibido na noite de sexta-feira, 16, o documentário francês “Ser e Ter”, de Nicholas Philibert. Nele, as câmeras registram o cotidiano do professor George Lopez numa escola da cidade interiorana de Auvergne. O interessante do sistema de ensino retratado é a didática multidisciplinar utilizada para conduzir uma classe com 13 alunos entre quatro e 11 anos. O método só funciona graças ao carinho, disciplina e dedicação adquiridas pelo professor, em 35 anos de profissão.
Para comentar e debater o filme, os professores da UniSant’Anna: Marcos Horácio, Vânia da Silva e Gustavo Souza, discutiram aspectos estéticos, sociais, éticos, relações familiares e humanas para a formação do indivíduo na sociedade.
O método parece utópico, desde a escolha do lugar e das crianças, até o tom conservador e paternal do educador. Os espectadores sentem vontade de ter uma escola como aquela para seus filhos e a frustração por não ter tido aquele ambiente de aprendizado em suas vidas, parafraseando o professor Marcos Horácio.
O modelo exibido não parece real, e é o tipo de ensino que hoje, seria inviável, pelo menos no Brasil; por vários motivos, sejam sociais, pedagógicos ou econômicos. A classe do professor George é como a paisagem bucólica de Auvergne – linda e distante…
